SÓ A VERDADE ME LIBERTA

Estávamos todos nós sentados em um grande salão, em cadeiras confortáveis dispostas em círculos, dentre tantos que estavam lá pude reconhecer alguns, Drummond, Quintana, um que me pareceu camões, um jovem branquelo que acreditei ser Rimbaud, um Bórsal com traje inglês que só poderia ser o que escreveu "Romeu e Julieta" o nome dele eu não sei escrever, tinhas algo em torno de umas 50 pessoas sentadas ali em círculo, todas caladas, e todas pareciam estar em uma espécie de transe, sei lá, eu irrequieto, fechei  os olhos por alguns instantes, e logo escutei uma voz suave, porém firme, que disse assim: - Sejam Bem-vindos homens das palavras.

Percebi que todos ali estavam mortos, e o que eu fazia ali no meio dessa gente distante de mim.

Meus amigos, o poeta aqui morreu também. Quem ficou na Terra foi apenas o sobrevivente.

 

"Quando eu for, se eu não deixar saudade, ou ao menos desprezo, qual valia terá sido a vida." (Ivan Oliveira, 03 de Janeiro de 1997)

 

Abandonai toda esperança, vós que entrai. ( Dante Alighieri)

 

 

 



Escrito por Ivan Adriax às 02h50
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Ivan Oliveira é webmaster, gosta de cinema, literatura, música rock e outras músicas, tatuagens, do sangue dele se propaga Ivin e Giovanna, escreve textos bons e ruins, consegue voar, embora não comente muito sobre esse poder, acredita também que pode mover objetos, tem esse blog para o puro exercício de suas psicoses, responde pelos textos, devaneios, citações, ensaios poéticos e toda tosqueira literária. Alguns erros são propositais, outros são erros mesmo. Insiste em dizer... Força Sempre.

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