COMMANDO

Liberdade para pensar longe eu sempre tive, com a estranha impressão que vivo alguns segundos a frente no tempo, embora isso seja algo tão inútil como criar uma "Faixa de Gaza" entre o Pará e o Maranhão (eles cavariam túneis para vir pra cá), enfim... Sou um sobrevivente no meu pequeno mundo indie rock roll que criei para fugir da especulação pseudo-intelectual de certos conterrâneos (esta cidade tá cheia de "Bostas"). Não me entrego, nem pelo caralho, nem é orgulho ou algo assim, é só afinidade mesmo, e o que não me é afim não me interessa (logicamente). Tenho feitos poesias idiotas ao longo do tempo, algumas delas perfeitamente sem sentido algum, outras cheias de meandros metafóricos que nem o diabo ousaria desvendar. Tenho me apaixonado obssessivamente pelo cinema brasileiro, tenho pensado em roteiros, mas não sei fazer roteiros, acho que farei tudo assim, tecnicamente improvisado. Minha filha cresce rapidamente, o tempo parece ter tomado algum tipo de energético, pois anda acelerado demais. Julho é mês de sair pelo Pará em busca de velhas inspirações interioranas, eu adoro mar, rio e o por-do-sol, qualquer lugar longe o bastante dos computadores.
Para minha linda filha Giovanna Andreas escrevi esse poeminha fraterno paterno e fébril
Filha do meu amor, Filha de minhas teorias
Incansavéis são meus olhos diante do teu singelo sorriso
Pequena flor do meu insólito jardim
Tu és a fé que anima minha igreja
E em ti bendigo todos os encantos do mundo
Todas as coisas simples e sinceras
Para nossos corações perfeitos se transformar numa Santíssima Trindade
O Pai, a filha e Mãe
um trio nem tão santo, mas deveras feliz.
Inéditamente ao som de KEANE
Escrito por Ivan Adriax às 02h04
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